Selena Gomez, a renomada cantora e atriz, abriu seu coração em um vídeo recente nas redes sociais, revelando uma batalha pessoal com o vício em cigarro eletrônico. A artista, que admitiu ter usado vapes por um período prolongado, destacou como a nicotina impactou sua voz de maneira significativa. “Não vou conseguir mudar a minha voz. Eu usei muito cigarro eletrônico com nicotina”, comentou, refletindo sobre os efeitos duradouros do consumo.
Embora Selena tenha conseguido se afastar do vape, ela enfatizou as dificuldades enfrentadas no processo de deixar a nicotina para trás. A cantora alertou seus seguidores sobre os riscos envolvidos, afirmando: “Se você está pensando em começar a usar, saiba que simplesmente não vale a pena. É uma grande bobagem.” Esse depoimento pessoal não apenas expõe os desafios do vício, mas também serve como um alerta sobre as consequências que o uso de vapes pode trazer, especialmente em relação à saúde vocal.
Os vapes, que contêm concentrações de nicotina muito superiores às do cigarro comum, têm se mostrado altamente viciantes. Especialistas apontam que a forma de sal de nicotina presente nesses dispositivos pode ser até 20 vezes mais concentrada, o que potencializa o risco de dependência. Para se ter uma ideia, enquanto um cigarro tradicional contém cerca de 1 mg de nicotina, um vape pode conter até 50 mg ou mais. O uso excessivo resulta em uma carga equivalente a dezenas de cigarros, elevando a exposição e os efeitos inflamatórios nas vias respiratórias.
As cordas vocais, estruturas essenciais para a produção sonora, são particularmente vulneráveis ao aerossol do vape, que não apenas contém nicotina, mas também uma variedade de substâncias químicas nocivas. A exposição frequente a esses compostos pode levar a inflamações, com relatos de perda temporária da voz entre usuários regulares. A experiência de artistas como Selena Gomez se junta a relatos de outros músicos, como Solange Almeida, que também enfrentaram complicações graves nas cordas vocais devido ao uso de cigarros eletrônicos.
Desde sua introdução no mercado em 2005, os cigarros eletrônicos foram promovidos como uma alternativa menos prejudicial ao tabaco convencional. No entanto, essa noção tem sido contestada por especialistas, que alertam sobre a presença de substâncias tóxicas e cancerígenas nos vapes. Um estudo recente revelou que os níveis de nicotina em usuários de cigarro eletrônico podem ser até seis vezes mais altos do que em fumantes tradicionais, e a velocidade da dependência é alarmante, especialmente entre os jovens.
No Brasil, a venda de dispositivos de vape é proibida desde 2009, embora sua circulação persista no mercado clandestino. A Anvisa alerta para os riscos associados, incluindo a falta de transparência sobre a composição e a produção desses produtos. A experiência de Selena Gomez, portanto, não é apenas um relato pessoal, mas um chamado à conscientização sobre os perigos do uso de vapes, destacando a necessidade de maior atenção e regulamentação nesse campo.



