A Anvisa, em uma ação recente, anunciou a apreensão de um lote falsificado do suplemento N-acetil L-cisteína (NAC), da marca Lauton, que estava sendo vendido na plataforma Shopee. Além disso, a agência interditou cautelarmente um lote do medicamento injetável Fauldleuco, fabricado pela Libbs Farmacêutica, devido a suspeitas de desvio de qualidade.
As determinações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (22) e trazem preocupações significativas sobre a segurança dos produtos farmacêuticos disponíveis no mercado. No caso do NAC, o lote 11-2025, que tem validade até novembro de 2026, estava sob comercialização e não possui fabricante conhecido, o que levanta sérias interrogações sobre sua origem e segurança. A Anvisa, portanto, tomou medidas rigorosas, incluindo a proibição de qualquer forma de comercialização e uso do produto.
Por outro lado, a interdição do Fauldleuco refere-se ao lote 25D0808, uma solução injetável utilizada no tratamento da anemia megaloblástica e em terapias paliativas para pacientes com câncer colorretal. A decisão de interdição foi baseada na suspeita de contaminação por material particulado, embora a agência não tenha confirmado se o problema realmente existe. Essa interdição cautelar, que terá duração de 90 dias, evidencia a necessidade de vigilância constante na qualidade dos medicamentos oferecidos aos pacientes.
O g1 está em contato com a Libbs Farmacêutica para obter mais informações sobre a situação e aguarda um retorno. A ocorrência de produtos falsificados e a possibilidade de desvios de qualidade ressaltam a importância de um sistema de fiscalização eficaz, a fim de garantir a saúde e a segurança dos consumidores.
Crédito da imagem: Suplemento que teve lote apreendido pela Anvisa.



