sexta-feira, 16/10/2026

Expectativa de 12,5 mil novos casos anuais de linfoma não Hodgkin no Brasil, destaca situação de Netinho

O linfoma não Hodgkin, uma forma agressiva de câncer que afeta o sistema linfático, deve impactar ainda mais a saúde da população brasileira nos próximos anos, com a previsão de 12.560 novos casos anuais…

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O linfoma não Hodgkin, uma forma agressiva de câncer que afeta o sistema linfático, deve impactar ainda mais a saúde da população brasileira nos próximos anos, com a previsão de 12.560 novos casos anuais entre 2026 e 2028, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Essa doença, que se tornou conhecida pelo caso do cantor Netinho, de 59 anos, não é apenas uma preocupação individual, mas um problema de saúde pública que merece atenção redobrada.

Classificado como o 11º tipo de câncer mais comum no Brasil, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o linfoma não Hodgkin apresenta uma incidência maior entre os homens e a sua taxa aumenta com o avanço da idade. O Inca estima que, a cada ano, 6.580 homens e 5.980 mulheres receberão esse diagnóstico, refletindo uma taxa geral de 5,87 novos casos a cada 100 mil habitantes. As regiões Sul e Sudeste do país são as mais afetadas, evidenciando um padrão regional que não pode ser ignorado.

Em um contexto global, a situação não é menos alarmante. Em 2022, foram registrados cerca de 553 mil novos casos de linfoma não Hodgkin no mundo, representando 2,8% de todos os diagnósticos de câncer no ano. A doença ocupa a 10ª posição entre os cânceres mais incidentes globalmente, com as maiores taxas de incidência observadas na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e Europa.

Além dos diagnósticos, o Inca também divulgou dados preocupantes sobre a mortalidade no Brasil. Em 2023, houve 4.860 mortes decorrentes da doença, com uma taxa de 2,59 óbitos por 100 mil homens e 2,02 por 100 mil mulheres. Esses números, que refletem a gravidade do linfoma não Hodgkin, são um lembrete da necessidade de atenção e prevenção em relação a essa condição.

O linfoma não Hodgkin é uma categoria que abrange mais de 50 tipos de câncer, cada um com suas particularidades. Essa diversidade implica em diferentes formas de tratamento, que podem incluir quimioterapia, imunoterapia e até transplante de medula óssea. Enquanto a maioria dos casos está relacionada a linfomas de células B, também existem formas menos comuns que afetam células T. O prognóstico e as chances de cura variam de acordo com o subtipo do linfoma e as condições clínicas do paciente.

Fatores como alterações genéticas, doenças autoimunes, exposições ambientais e até mesmo o uso de medicamentos imunossupressores podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Os sintomas mais comuns incluem o aumento dos gânglios linfáticos, febre, suor noturno e perda de peso, mas a apresentação pode variar conforme o tipo de linfoma e as áreas do corpo afetadas.

Netinho, que lutava contra a doença desde 2025, trouxe à tona a realidade dessa batalha, compartilhando sua jornada de tratamento e recuperação com seus fãs. Sua história destaca a importância de uma maior conscientização sobre o linfoma não Hodgkin, que, apesar de ser uma ameaça crescente, ainda é subestimado por muitos. À medida que as estatísticas se tornam mais alarmantes, fica evidente que um esforço conjunto é necessário para lidar com esse desafio à saúde pública.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — manfredrichter (pixabay)