sábado, 17/10/2026

Prefeitura de São Paulo implementa novo protocolo de atendimento para emergências em corridas, após falecimento de atleta

A Prefeitura de São Paulo acaba de dar um passo significativo na segurança dos participantes de corridas de rua ao implementar o Protocolo Municipal de Assistência à Saúde. Este documento, publicado no Diário Oficial…

Compartilhe:

A Prefeitura de São Paulo acaba de dar um passo significativo na segurança dos participantes de corridas de rua ao implementar o Protocolo Municipal de Assistência à Saúde. Este documento, publicado no Diário Oficial na terça-feira (13), estabelece diretrizes claras para o atendimento médico em eventos esportivos, em resposta a preocupações crescentes sobre a segurança dos atletas, especialmente após a trágica morte do publicitário e corredor amador Júlio Barreto, de 50 anos, durante a SP City Marathon em julho.

Com a nova norma, que entrará em vigor em 12 de dezembro, a administração municipal pretende não apenas padronizar a assistência médica, mas também garantir que a resposta a emergências seja mais ágil e eficaz. O protocolo especifica, por exemplo, intervalos máximos para o primeiro atendimento, a necessidade de desfibriladores ao longo dos percursos e a quantidade mínima de profissionais e ambulâncias, ajustando esses critérios de acordo com o nível de risco de cada prova.

Um dos pontos centrais do protocolo é a criação de uma classificação de risco que vai de baixo a especial, considerando fatores como o número de participantes, condições climáticas e histórico de ocorrências. Essa avaliação permitirá que cada evento tenha uma estrutura de atendimento adequada, aumentando a segurança dos corredores e minimizando os riscos associados.

As novas diretrizes também estabelecem prazos rigorosos para o atendimento inicial, que variam de até 8 minutos em eventos de baixo risco a 3 minutos em situações de risco especial. Além disso, a distribuição de postes médicos ao longo do percurso, em vez de concentrá-los apenas nas áreas de largada e chegada, visa garantir que nenhum trecho da corrida fique sem a cobertura necessária.

O protocolo se estende ainda a questões de segurança em condições climáticas adversas, estabelecendo níveis operacionais que exigem atenção redobrada em temperaturas extremas. A fiscalização da aplicação dessas regras ficará sob a responsabilidade da Secretaria Municipal da Saúde, que poderá realizar auditorias e análises após cada evento para garantir que as normas sejam cumpridas.

Essa iniciativa representa um avanço importante na proteção dos participantes de corridas de rua em São Paulo, não apenas na prevenção de tragédias como a que vitimou Júlio Barreto, mas também na promoção de um ambiente mais seguro e controlado para a prática esportiva na cidade.

Crédito da imagem: Imagem feita durante a corrida de São Silvestre