sábado, 17/10/2026

Exame de linfonodos será crucial para determinar o estadiamento do câncer do Papa e a necessidade de novos tratamentos.

O Vaticano comunicou que a recuperação do Papa Leão XIV segue conforme o esperado após a cirurgia para remoção de um tumor no pulmão direito. Embora o estadiamento do câncer de pulmão ainda não…

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O Vaticano comunicou que a recuperação do Papa Leão XIV segue conforme o esperado após a cirurgia para remoção de um tumor no pulmão direito. Embora o estadiamento do câncer de pulmão ainda não tenha sido divulgado, os médicos afirmam que o pontífice, de 71 anos, está se recuperando sem intercorrências. O adenocarcinoma foi confirmado e parte dos linfonodos foi removida para análise.

Em um comunicado oficial, os médicos que acompanham o Papa, Luigi Carbone e Stefano Margaritora, revelaram que os exames realizados nesta quarta-feira (14) indicam uma recuperação satisfatória. Leão XIV já começou a caminhar, realiza fisioterapia respiratória e voltou a se alimentar normalmente. A técnica minimamente invasiva utilizada na cirurgia geralmente requer um período de recuperação de 15 a 20 dias, e complicações são consideradas raras.

A confirmação sobre a gravidade da doença depende da análise do tumor e dos linfonodos. Os linfonodos, que atuam como pontos de passagem para células cancerígenas, serão cruciais para determinar se o câncer se espalhou. Segundo o oncologista Stephen Stefani, a avaliação inicial pode indicar a necessidade de tratamento complementar, como quimioterapia ou imunoterapia, caso o câncer tenha avançado.

O laboratório examinará o lobo removido em busca de células cancerígenas e mutações genéticas que possam influenciar na escolha do tratamento. A margem de tecido saudável ao redor do tumor será um fator determinante na avaliação do risco de recorrência da doença.

Os diferentes cenários que podem surgir após a análise do tumor são significativos. Se os resultados forem favoráveis, com o tumor restrito e linfonodos livres de células cancerígenas, o acompanhamento pode se restringir a consultas e exames periódicos. Por outro lado, se houver comprometimento dos linfonodos, tratamentos mais agressivos poderão ser necessários.

O Vaticano não informou quando os resultados da análise serão divulgados, mas estes podem impactar a agenda de viagens do Papa, que inclui visitas ao Uruguai, Argentina e Peru em novembro. Especialistas em cirurgia oncológica costumam recomendar que pacientes evitem voos durante três semanas após a operação.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — KRiemer (pixabay)